Equipe “jovem” de Haddad gera desconfiança no mercado

0
image(44)

Fernando Haddad. Foto: PT/Marlene Bergamo

Por Paulo Moura

O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, montou uma equipe “jovem”; mas alguns dos nomes escolhidos já enfrentam desconfianças. Ele anunciou Marcos Barbosa Pinto (Reformas Econômicas), Rogério Ceron (Tesouro Nacional), Guilherme Mello (Política Econômica) e Robinson Barreirinhas (Receita Federal). E ainda Gabriel Galípolo (Executiva), Bernard Appy (reforma tributária) e Anelize Almeida (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).

Ceron agradou pelo trabalho à frente da Prefeitura de São Paulo, mas o mercado ainda se ressente de não haver um nome com mais “musculatura” na área fiscal que possa afastar as desconfianças depois da PEC da Transição.

cropped-AMBIPAR-BANNER
previous arrow
next arrow

Na equipe técnica do Ministério da Economia, o nome para o Tesouro foi bem recebido. Ceron já teve reuniões individuais com os técnicos do primeiro escalão. A avaliação interna é de que ele não fará grandes mudanças.

Já Barreirinha não agradou aos servidores da Receita porque não é da carreira. A Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco) chegou a divulgar uma nota com o título de “Leão Ferido” para criticar a escolha dele.

Guilherme Mello na SPE, órgão com função formuladora na Fazenda, é visto como um nome muito ligado ao petismo e à pauta desenvolvimentista. Entre os servidores da alta burocracia e economistas do mercado, a atuação dele é uma incógnita, mas interlocutores do futuro secretário ressaltam que ele é bom de diálogo.

Há uma crítica de que o time é muito paulista e baseado na sua gestão na prefeitura. Economistas ouvidos pelo Estadão estão divididos em relação à qualidade da equipe.

Professor de finanças do Insper, o economista Alexandre Chaia considera a equipe anunciada, no geral, boa, mas faz ressalvas. Um ponto positivo é que a maioria já trabalhou com o futuro ministro. Para ele, um foco de preocupação é Guilherme Mello, ligado à Unicamp e com um formação econômica na linha desenvolvimentista.

Caio Megale, economista-chefe da XP, avalia que a equipe é “um time bom tecnicamente”, mas que a dúvida fica mesmo com secretários mais inclinados a uma linha mais heterodoxa.

*AE

Colunistas

Compartilhar

Deixe um comentário...

cropped-AMBIPAR-BANNER
previous arrow
next arrow