“Não tive nada com ele, foi uma pessoa que se aproximou pra fazer um trabalho pra ele, de mentoria, que acabou nunca saindo. Pediu primeiro pra eu desenvolver um curso de jornalismo, juntei uma galera, jornalistas pra fazer o curso, não deu certo porque ele não queria pagar a galera. Queria pagar a galera com cursos. Ele tinha a faculdade e queria pagar com curso. Ninguém quis”, lembrou ela.
E continuou relatando: “Eu prestei dois serviços que nunca foram pagos e, no final das contas, ele me ofereceu a sociedade. [Ele perguntou] ‘você vive de quê’. [Respondi] ‘eu vivo do rendimento do dinheiro que eu guardei a vida inteira, como se fosse uma aposentadoria’. Eu tinha feito uma previdência privada pra eu viver dessa previdência”, comentou, antes de completar:
“E o cara: ‘Não, mas rende muito pouco. Entra comigo em sociedade e você vai conseguir tirar de pró-labore X todo mês. Aí, eu falei: ‘Pô, o cara bem-sucedido, não tinha necessidade de me roubar’. [Ele] esnobava os carros importados que tinha, tinha helicóptero, me levou na casa de campo dele, supermilionário, vivia de wisky importado, charuto cubano, vestia do bom e do melhor. Um cara desses não vai querer me roubar, uma assalariada, sou mãe solo com dois filhos”.
Logo depois, a jornalista recorda que conheceu a família toda do ex-sócio: “Ele conheceu meus filhos, frequentei a casa dele com meus filhos, conheci a família dele, mulher, mãe, filha. Conheci todo mundo e aí o cara faz isso, faz um contrato, põe tudo no meu nome porque não pode colocar no nome dele porque era mantenedor de uma outra faculdade, esconde todas as dívidas da faculdade, põe todas as dívidas no meu nome e some com o meu dinheiro. Dinheiro que era pra entrar na faculdade”, detalhou ela.