Sabino deixa Turismo e diz que União Brasil volta à base do governo Lula

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, e o presidente Lula (PT), durante a posse do auxiliar, em 2023

O ministro Celso Sabino (sem partido) afirmou, na quarta-feira (17), que deixará o Ministério do Turismo porque seu cargo foi requisitado ao presidente Lula (PT) pelo partido do qual foi expulso, o União Brasil. Sabino disse entender a decisão, feita em nome da governabilidade e dos esforços do governo para melhorar a relação com o Congresso.

“Houve essa demanda do União Brasil para indicar um ministro para o Ministério do Turismo, e eu compreendo perfeitamente. […] Agradeço muito ao presidente Lula por ter confiado no nosso trabalho”, disse à imprensa. Sabino retorna ao seu mandato de deputado federal na Câmara.

A saída de Sabino foi anunciada por Lula durante a tarde de quarta (17). De acordo com o ministro, a demissão vinha sendo conversada há alguns dias e foi sacramentada em uma reunião da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) com membros do União Brasil na terça (16).

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Sabino deve ser substituído por Gustavo Feliciano, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB). Gustavo foi secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba. A indicação partiu da ala governista da bancada do União Brasil na Câmara e teve o aval do presidente da legenda, Antonio Rueda.

Na avaliação do ministro, a indicação ao cargo demonstra que o União Brasil, que havia anunciado o desembarque e o rompimento com o governo Lula, agora está de volta à base. Sabino evitou comentar se vê incoerência no movimento da sua antiga legenda e disse que deixava essa leitura para os comentaristas.

“Foi [uma indicação do União Brasil]. Eu acho que essa indicação mostra que já voltou”, respondeu Sabino ao ser questionado sobre haver um movimento de volta do partido à base governista.

“Eu imagino que o partido deva ter tido suas razões para se afastar do governo e, agora, para se aproximar de novo. O que importa é que o governo tenha governabilidade”, completou.

Ele mantém sua fidelidade a Lula e diz ter o apoio do presidente para concorrer ao Senado em 2026. Sabino está em busca de um novo partido e descarta somente a filiação ao PL.

O ministro, que se tornou um desafeto de Rueda, foi expulso do União Brasil no último dia 8, depois que o partido anunciou o desembarque da base, em setembro, e exigiu que ele entregasse o cargo, o que ele não fez em razão da realização da COP30 em novembro.

“Tomei a decisão de permanecer no governo, ao lado do presidente Lula, e concluir projetos importantes da COP30. Eu não poderia ter abandonado o posto em 24 horas”, disse Sabino, acrescentando ter sido coerente e responsável com o país.

O União Brasil pretendia apoiar a candidatura presidencial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) junto com o PP, mas a possibilidade esfriou com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se lançando ao Planalto. Agora, o cenário para a federação está em aberto, e parte de seus líderes passaram a defender a neutralidade.

Na entrevista à imprensa, porém, Sabino disse que a reaproximação do partido com Lula não tem relação com a candidatura de Flávio.

“Não vejo relação, porque, qualquer que seja o oponente do presidente Lula nas eleições do ano que vem, ele vai sofrer uma derrota. Nós vamos vencer essa eleição, e eu aposto que será no primeiro turno. Então não vejo qualquer relação com a escolha do candidato da oposição esse retorno, vamos dizer assim, do União Brasil à base do governo”, disse.

Sabino ressaltou ainda que o governo e o Ministério do Turismo vivem um bom momento e que ele deixa a pasta com geração de empregos e faturamento recorde.

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