Deputado do PT bate na cara de colega e usa termo homofóbico contra Nikolas; veja vídeo

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Nikolas Ferreira. Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

por Felipe Pereira

O deputado Washington Quaquá (PT-RJ) usou termo homofóbico ao chamar o colega Nikolas Ferreira (PL-MG) de “viadinho” e deu um tapa na cara de Messias Donato (Republicanos-ES), na sessão que recebeu Lula na Câmara para promulgação da reforma tributária, na quarta-feira (20/12). Ele disse que reagiu a ataques contra o presidente.

O que aconteceu

Quaquá filmava o deputado Donato, o que gerou uma discussão que culminou no tapa. O vice-presidente do PT foi para frente do colega da oposição, e não houve tempo para outros parlamentares tentarem impedi-lo.

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O petista chamou o bolsonarista Nikolas de “viadinho” enquanto se dirigia para o embate com Donato. A fala preconceituosa ocorreu segundos antes do tapa na cara do deputado do Republicanos.

Quaquá alegou que foi empurrado e impedido de gravar. Disse que, por isso, reagiu, dando um tapa na cara do colega. Confirmou que a confusão começou a partir de vaias a Lula.

Na sequência, o petista se afastou, mas sem deixar o plenário. Seguranças foram para o local da agressão e se posicionaram entre as bancadas da esquerda e da direita, segundo disse o deputado Caveira (PL-PA). Não houve outro registro de brigas.

Como a briga começou

Parlamentares de oposição receberam o presidente gritando “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. Ele também foi xingado de cachaceiro.

Incomodado, Quaquá ergueu o celular para filmar a atitude dos colegas. Ele avisou que iria entrar com uma representação na Comissão de Ética. Formou-se um aglomerado de deputados da oposição e governistas e, logo no começo da discussão, houve a agressão.

“Nunca utilizo a violência como método, mas não tolero agressões verbais ou físicas da ultradireita, e sempre reagirei para me defender. Bateu, levou.” — Washington Quaquá

Partido Republicanos presta solidariedade

O tapa foi classificado como “lamentável incidente”, pelo líder do Republicanos, deputado Hugo Motta (PB). Em nota, o partido também falou em solidariedade ao deputado Donato e cobrou providências por parte da Câmara dos Deputados.

“É inaceitável que atos de violência encontrem espaço em nossa democracia” — Hugo Motta, líder do Republicanos na Câmara

Mancha na festa

A sessão de ontem (20/12) foi histórica com a promulgação da reforma tributária, afirmaram governistas em seus discursos. Trata-se da primeira mudança no setor desde a década de 1960.

O mais alto escalão da República foi à Câmara para a ocasião: além de Lula, estavam presentes o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, o presidente do Congresso Nacional e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

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