‘Espero que seja um comunista do bem’, diz Lula sobre ida de Dino ao STF

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Presidente Lula e Flávio Dino, durante lançamento do Programa de Ação na Segurança (PAS). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

por Caíque Alencar

O presidente Lula (PT) brincou, na quarta-feira (20/12), que espera que o ministro Flávio Dino seja um “comunista do bem” quando for ao STF, e confirmou que ele deve seguir no Ministério da Justiça pelo menos até 8 de janeiro.

O que Lula disse

O presidente realizou na manhã de quarta (20/12) a última reunião ministerial do ano, com a presença dos 38 ministros. No discurso de abertura, Lula fez elogios às equipes econômicas e de articulação do governo e disse que fecha o ano com um balanço positivo.

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Ao pedir palmas para Dino pela aprovação no STF, Lula atribuiu a alcunha de ser um “ministro comunista” à extrema direita, embora o próprio tenha falado isso. O atual ministro da Justiça já foi filiado ao PT e passou anos no PCdoB, partido pelo qual governou o Maranhão por oito anos.

“Segundo a extrema direita, [Dino] foi o primeiro comunista a assumir a Suprema Corte e eu espero que seja um comunista do bem, que tenha amor, carinho e, sobretudo, que seja justo, porque ali não pode prevalecer apenas a visão ideológica ali. Meu caro Flávio Dino, com a sua competência só tem uma coisa que você não pode trair: é o teu compromisso com o povo brasileiro e com a verdade.” — Lula, sobre Dino no STF

O presidente confirmou ainda que ele deverá ficar no cargo até 8 de janeiro, quando deverá haver um ato que lembre os atentados golpistas neste ano. Segundo fontes ligadas ao presidente, ainda não foi escolhido um substituto, mas Lula deverá optar por uma “solução caseira”.

Esta foi a quarta reunião ministerial de Lula com todos os ministros. Ele ouviu o balanço do ano das respectivas pastas e fez ponderações junto ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Comemoração pela reforma tributária

Lula comemorou ainda a aprovação da mudança do regime fiscal, aprovada no Congresso na última sexta (15). Ele abriu a reunião elogiando a “capacidade de negociação” dos líderes do governo no Congresso e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que encabeçou a proposta.

“Se ela [reforma tributária] vai dar todos os frutos que a gente espera, a gente ainda não sabe. Mas a árvore está plantada, tem que jogar água, fertilizante, para que a gente dê ao mundo inteiro a certeza de que esse país está tratando com seriedade a questão econômica.” — Lula, na reunião

Ele foi convidado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para participar da sessão que promulgou a nova legislação. Lira, mais novo parceiro do governo, foi também o principal fiador e articulador da reforma na Casa.

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